Osteoporose

 

Em um estudo realizado no Brasil, de Oliveira ML. et al. 2010(4)  avaliaram os efeitos da vibração mecânica na estrutura óssea de ratos tratados com glococorticóides.  Trinta ratos adultos foram divididos em 3 grupos: controle, tratados com glucocorticóides e tratados com glucocorticóides e vibração.  A terapia vibratória consistiu em permanência em uma plataforma especial com frequência de vibração de 60 Hz, durante 30 minutos por dia, 5 dias por semana, num período de 9 semanas.  A massa óssea foi avaliada através de densitometria corporal total, e outras avaliações específicas em relação a características do osso foram realizadas na tíbia dos animais.

 

Os resultados mostraram que a aplicação de glucocorticóides induziu uma significante redução na massa óssea dos animais, quando comparados ao grupo controle. O estímulo de vibração nos animais com infiltração de glucocorticóides foi capaz de preservar significativamente o número de trabéculas ósseas e de diminuir o espaço entre as trabéculas, quando comparadas ao grupo tratado apenas com glucocoricóides, embora estes parâmetros não chegaram a atingir os valores encontrados no grupo controle.

 

A terapia de vibração também aumentou significativamente o volume de massa óssea dos animais quando comparados ao grupo tratado apenas com glucocorticóides.  Este estudo demonstrou a capacidade da vibração mecânica de baixa intensidade e alta frequência em inibir consequências deletérias na estrutura óssea, neste caso, devido ao uso de glucocorticóides em ratos.

 

Em 2011, Reyes ML. et al.(5)   avaliaram a eficácia e segurança da aplicação de vibração mecânica de baixa intensidade e alta frequência em crianças inválidas.  O Estudo foi prospectivo, randomizado, duplo-cego e placebo-controlado, realizado com 65 crianças entre 6 e 9 anos de idade, divididas em grupo placebo, vibração de 60 Hz e vibração de 90 Hz.

 

Nos grupos experimentais, a vibração mecânica foi aplicada nos ossos rádio e fêmur, por 5 minutos cada dia, durante 6 meses.  Ao final deste período, foram avaliados a densidade mineral óssea, a área de conteúdo mineral dos ossos, a força de preensão dos membros superiores e inferiores, as funções motoras e um questionário específico de avaliação da qualidade de vida.

 

Como resultados das análises estatísticas, o grupo tratado com vibração de 60 Hz apresentou significante aumento na densidade mineral óssea, na força de preensão dos membros superiores e em itens de atividades diárias, quando comparadas aos outros grupos.  Este trabalho evidenciou que a aplicação local mecânica de 60 Hz é uma efetiva e segura estratégia para aumentar a massa óssea, força muscular e possivelmente melhorar a independência em crianças com deficiências motoras.

 

Yang P. et al., 2009(6)   estudaram efeitos da aplicação de vibração em todo o corpo, com variados parâmetro (de 10 a 60 Hz) em 49 ratos que passaram por período de ausência de carga nos membros.  Durante 4 semanas de experimento, os ratos foram divididos em 2 grupo, um com sustentação de peso normal para controle, e outro onde os animais foram suspensos e mantidos por 28 dias sem descarga de peso.  Em ambos os grupos foram aplicados vibrações de 10 a 60 Hz.  Foram avaliadas a densidade mineral óssea do fêmur, tíbia e vértebras lombares, bem como mensurados as propriedades mecânicas do fêmur.

 

Os resultados encontrados confirmaram que após 28 dias sem descarga de peso, a vibração aplicada a todo o corpo reduziu a perda da densidade mineral óssea na tíbia e fêmur dos animais, e preveniu a perda de rigidez óssea do fêmur.

 

Neste ano de 2013, Chan ME et al.(7) publicaram uma revisão de literatura sobre os potenciais benefícios e os riscos inerentes da vibração como uma terapia não medicamentosa para e prevenção e tratamento da osteoporose.

 

Os autores escrevem que acumuladas evidências clínicas indicam que a vibração de baixa intensidade melhora a qualidade do osso através da regulação nas atividades das células responsáveis pela remodelação óssea.  Estudos laboratoriais fornecem percepções dos mecanismos biológicos da vibração de baixa intensidade, e indicam que as células respondem a estes sinais de baixa magnitude através de mecanismos distintos.

 

Estes estudos em células, em animais e em humanos podem apresentar fundamentação para esta terapia segura e não medicamentosa em melhorar o sistema musculoesqueléticos de idosos, feridos e enfermos.  Os autores salientam que os sinais de vibração de alta intensidade devem ser evitados em pacientes com osteoporose que já sejam propensos a fraturas.

 

Em 2007, Akca K. et al. (6)  avaliaram as mudanças micromorfológicas do osso ao redor de implantes de titânio, expostos à energia mecânica e eletromagnética em ratos com osteoporose.  Neste estudo, 15 ratas idosas foram ovariectomizadas para induzir ao desenvolvimento da osteoporose.  Depois de 8 semanas deste procedimento, implantes de titânio foram bilateralmente colocados na metáfise proximal da tíbia.  Os animais foram divididos randomizadamente em 3 grupos: controle, terapia com estímulo mecânico de 50 Hz durante 14 minutos por dia, e terapia com campo eletromagnético pulsado (PEMF) durante 4 horas por dia.  Após um período de 2 semanas de tratamento, foram analisadas as características do osso ao redor dos implantes de titânio.

 

Como resultado das análises estatísticas, a média relativa ao volume ósseo ao redor dos implantes foram significativamente mais altas nos grupos tratados com estímulos mecânicos ou com estímulos eletromagnéticos.  Os autores concluem que estímulos biofísicos notavelmente aumentam o volume ósseo, neste caso, ao redor de implantes de titânio colocados em ratas com osteoporose.  A vibração mecânica de baixa intensidade e alta frequência foi mais efetiva que o campo eletromagnético pulsado (PEMF) em incentivar a cicatrização óssea.

Anestésico para qualquer dor

Em 2009, László J. et al(12) examinaram camundongos em gaiolas expostos a campo  magnético estático (2 a 754 mT) ou em idênticas gaiolas para placebo. Os camundongos foram induzidos à dor, e avaliados após 10 a 30 minutos seguidos de exposição ao magnetismo. Efeitos antinociceptivos (analgésicos) induzidos pela exposição à magnetoterapia  puderam ser  identificados,   inclusive por algum tempo

prolongado após o fim da aplicação.

Segundo estes pesquisadores,  o duradouro efeito analgésico promovido pelo campo maqnético estático pode sugerir que esta terapia induz a uma síntese ou liberação de substâncias  endógenas que podem mediar tais efeitos de alívio de dor.

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