Cólicas Menstruais

 

Em 2008, Lin CC, et al. (6) avaliaram se existe uma interação entre a radiação de infravermelho longo e a proteína heme oxigenasse-1 (HO-1) na regulação da inflamação vascular. Células endoteliais de veias humbilicais humanas foram expostas à radiação de infravermelho longo de 3 a 25 mícrons, por tempos variados de 0 a 40 minutos.

Os pesquisadores observaram um significativo aumento na proteína HO-1 diretamente ligado ao tempo de estímulo do infravermelho longo, bem como outros efeitos ligados à atividade anti-inflamatória nas células estudadas. Os resultados demonstraram que a terapia de infravermelho longo exerce um potente efeito anti-inflamatório através da indução da proteína HO-1.

Em 2011, LEE CH, et al(7) realizaram um estudo randomizado, duplo-cego e com grupo placebo, a fim de determinar a eficácia e segurança da aplicação de infravermelho longo para tratar a disminorréia primária (cólica menstrual). Participaram da pesquisa 104 pacientes, divididas entre grupo experimental e placebo, utilizando durante o sono um cinto com ou sem emissão de infravermelho longo de 5 a 20 microns, por 3 ciclos menstruais. Além dos cintos verdadeiros ou falsos com aparência idêntica, todas as participantes fizera uso de compressas quentes para aquecer as cerâmicas e garantir ligeiro alívio de dor em ambos os grupos. A intensidade da cólica foi registrada pelas pacientes através da escala visual análoga ( 0 a 10 pontos), antes e durante o tratamento. Após o período de experiência, as pacientes foram acompanhadas e avaliadas por mais 2 ciclos menstruais, sem o uso dos cintos.

Os resultados demonstraram que durante o período de tratamento, houve redução gradual da cólica menstrual nos 2 grupos; entretanto, durante os 2 ciclos menstruais de acompanhamento após terminado o período de tratamento, a diminuição na escala de dor foi mantida no grupo experimental, enquanto a pontuação na escala de dor gradualmente retornou ao nível inicial no grupo controle, com significativa diferença entre os grupos.

Segundo os autores, estes achados sugerem que, apesar do efeito de lívio das cólicas ter sido mascarado durante o período de tratamento pelo uso das compressas quentes, os cintos com emissão de infravermelho longo reduziram a severidade da disminorréia. Este estudo evidenciou que a emissão de infravermelho longo pode ser uma alternativa não-farmacológica eficaz e segura para o tratamento da disminorréia primária. 

Anestésico para qualquer dor

Em 2009, László J. et al(12) examinaram camundongos em gaiolas expostos a campo  magnético estático (2 a 754 mT) ou em idênticas gaiolas para placebo. Os camundongos foram induzidos à dor, e avaliados após 10 a 30 minutos seguidos de exposição ao magnetismo. Efeitos antinociceptivos (analgésicos) induzidos pela exposição à magnetoterapia  puderam ser  identificados,   inclusive por algum tempo

prolongado após o fim da aplicação.

Segundo estes pesquisadores,  o duradouro efeito analgésico promovido pelo campo maqnético estático pode sugerir que esta terapia induz a uma síntese ou liberação de substâncias  endógenas que podem mediar tais efeitos de alívio de dor.

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