Cicatrização

 

 

 

 

Lee JH et al., 2006 (15)  investigaram os efeitos da radiação de infravermelho longo na produção de locágeno e alastina pelos fibroblastos da pele. Em laboratório, fibroblastos de pele humana foram expostos à radiação de infravermelho longo ( 900 a 1000 mícrons) por 1 a 5 horas, e após 24 horas do período de incubação, foram avaliados o colágeno e elastina encontrados ; os resultados foram comparados a um grupo controle que não foi exposto à radiação de infravermelho longo.

Ao analisarem as amostras, os pesquisadores encontraram um aumento significativo na quantidade de colágeno e elastina no grupo que recebeu a radiação de infravermelho longo em relação ao controle, com aumento progressivo na quantidade produzida diretamente relacionado com o aumento na duração de exposição ao infravermelho longo.

Toyokawa et al., 2003(17) estudaram os efeitos biológicos na cicatrização de feridas através da radiação de infravermelho longo de 5,6 a  25 microns. Para avaliar tais efeitos, a velocidade da cicatrização foi comparada entre grupos com ou sem  a aplicação do infravermelho longo, usando  modelos animais. O experimento  foi realizado com 110 ratos; durante  14 dias os pesquisadores mensuraram a área da pele ferida, o fluxo sanguíneo local e a temperatura da pele antes e durante a radiação de infravermelho longo,  bem coma realizaram exame histológico.

Como resultado, foi observado que a cicatrização da ferida foi significativamente    mais rápida com a aplicação do infravermelho  longo em relação a cicatrização  sem exposição à radiação. O fluxo sanguíneo local  e a temperatura  da pele não mudaram significativamente durante a aplicação do infravermelho longo. Os achados  histológicos revelaram maior regeneração de colágeno e infiltração de fibroblastos nas feridas do grupo exposto ao infravermelho longo em relação àqueles que não receberam  a terapia.

Os pesquisadores concluíram que, pela ativação de fibroblastos  e estímulo à secreção de fatores de crescimento, o infravermelho longo pode promover efeitos de cicatrização independentemente de aumento  na temperatura ou no fluxo sanguíneo  local. Os resultados deste estudo  sugerem que a radiação de infravermelho longo pode ser clinicamente útil para o tratamento de feridas. 

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